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Noam Chomsky – The United States – Israel’s Godfather
February 7, 200912 Regras para escrever notícias sobre o conflito israelo-palestiniano.
January 12, 2009
1) No Médio Oriente, são sempre os árabes que atacam primeiro, e é sempre Israel quem se defende. Essa defesa chama-se “represália”.
2) Nem os árabes, nem os palestinianos, nem os libaneses têm direito a matar civis. A isso chama-se “terrorismo”.
3) Israel tem direito a matar civis. A isso chama-se “legítima defesa”.
4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que o faça com maior moderação. A isso chama-se “reacção da comunidade internacional”.
5) Nem os palestinianos, nem os libaneses têm direito a capturar soldados israelitas dentro das instalações militares com sentinelas e postos de combate. A isso chama-se “sequestro de pessoas indefessas”.
6) Israel tem direito a sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinianos e/ou libanases desejar. A sua cifra actual ronda os 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil, mulheres. Não precisa provar alguma culpabilidade. Israel tem direito a manter sequestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos palestinianos. A isso chama-se “encarceramento de terroristas”.
7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório adicionar na mesma frase “apoiados e financiados pela Síria e pelo Irão”.
8) Quando se menciona a palavra “Israel”, é estritamente proíbido adicionar: “apoiados e financiados pelos EUA”. Isso poderia dar a impressão de que o conflito é desigual e que a existência de Israel não corre perigo.
9) Nas informações sobre Israel, há que evitar sempre as seguintes expressões: “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violação dos Direitos Humanos” e “Convenção de Genebra”.
10) Os palestinianos, tal como os libaneses, são sempre “cobardes” que se escondem entre a população civil que “não os quer”. Se dormem na casa com as suas familias, isso tem um nome: “cobardia”. Israel tem direito a aniquilar com bombas e mísseis os barros onde durmem. A isso chama-se “operação cirúrgica de alta precisão”.
11) Os israelitas falam melhor inglês, francês, castelhano e português que os árabes. Por isso merecem ser entrevistados com maior frequência e ter mais oportunidades que os árabes para explicar ao grande público as seguintes regras de redacção (da 1 à 10). A isso chama-se “neutralidade jornalística”.
12) Toda as pessoas que não estão de acordo com as Regras acima descritas, são, e assim deve fazer-se constar, “terroristas, anti-semitas e perigosos”.
100 olhos por olho, 100 dentes por dente…
January 5, 2009O Estado espanhol, respondendo ao recrudescimento da vaga de atentados da ETA e à vitória dos partidos independentistas nas últimas eleições, decidiu optar por um método radical na resolução dos problemas bascos.
Assim, começou há dias uma ofensiva de grade monta. Cada edifício suspeito de albergar qualquer estrutura etarra foi destruído. A eliminação física dos líderes da organização terrorista está igualmente em marcha imparável. Tudo de forma normal e civilizada. Que num só destes ataques, levados a cabo em zonas densamente povoadas, tenham morrido 11 crianças e 4 mulheres, eis assunto a merecer apenas um encolher de ombros levemente melancólico: «eram amigos de terroristas e até tinham sido avisados. Que se há-de fazer?» Que mais de 100 bascos tenham castigado a morte de cada espanhol assassinado pela ETA também nos parece normal e ponderado; as gentes civilizadas sabem que só com mão de ferro é possível travar esses terroristas.
Depois, seguiu-se a destruição metódica das estruturas em que se sustenta o dia-a-dia do país basco: foram cortados três quartos da linhas eléctricas; há hospitais sem electricidade; mais de um terço dos seus habitantes não tem acesso a água; a entrada de combustível na região foi proibida desde o início da operação militar.
Se isto se passasse mesmo aqui ao lado, ninguém sequer pensaria em defender a barbárie, por muito democráticos que fossem os ogres que a cometem – embora pareça haver quem pense que o facto de os seus cidadãos poderem votar dá a um país o direito de massacrar terceiros.
Se isto fosse mesmo a actualidade em Espanha, nem uma só voz se ouviria a justificar o injustificável, tal como só os lunáticos defendem os crimes da ETA.
Mas como é lá longe e os mortos são uns maltrapilhos árabes que até nem gostam de nós, está tudo mais ou menos bem. O governo israelita pode continuar a preparar a vitória nas próximas eleições, o Hamas pode continuar a amealhar mártires e os palestinianos podem continuar a morrer às centenas.
Não sei bem de onde vem a impunidade que tantos concedem a Israel. Será efeito da culpa pelos nossos pecados europeus de antanho, uma tendência automática para desculpar os crimes dos “nossos” (sobretudo se em resposta a agressões dos “outros”) ou apenas porque os palestinianos têm hábitos, culturas, religião e práticas que não compreendemos nem aceitamos?
Seja lá o que for, dá-me asco e vergonha.
por Luis Rainha em 5dias.net
Por esta ordem de ideias também faria sentido que Portugal atacasse Espanha, pois Espanha dá abrigo a terroristas! Ou a Irlanda! Ou os EUA! Ou a Colômbia! Enfim. Percebem aonde quero chegar, não faz sentido.
aqui, ontem.
Não poderia estar mais de acordo, com o Luis. Tudo isto não faz sentido. É uma tremenda hipocrisia tratar Israel com um respeito que não merece. Ponto final. Israel deve ser visto como o agressor, o invasor, o colonizador, o belicista, não como o bom-da-fita que apenas se está a defender. Toda esta ideia de que Israel se está a defender está errada.
É bom saber que estamos todos juntos nesta causa…
Por uma Palestina livre, as minhas palavras estão com os de Gaza.
Sobre o que se passa em Gaza…
January 4, 2009Acabo agora mesmo (6a-feira passada) de ver a reportagem da RTP1 sobre um bombardeamento do Hamas a uma cidade israelita. Ridículo. Um rocket que destruiu um carro e não causou um único ferido. As respostas dos israelitas moradores na zona à jornalista da RTP1 são claras e retratam bem o outro lado da moeda.
“um bom árabe, é um árabe morto”
“morte a todos os árabes do mundo”
“árabes, mortos todos”
Não compreendo, sinceramente, tanta hipocrisia da parte de todo o mundo ocidental ante uma tragédia tão grande. É incrível como, apesar do elevado número de mortes, entre membros do Hamas, comuns cidadãos, crianças, e as pessoas ainda se atrevem a dizer que a culpa é dos palestinianos? Que a culpa é do Hamas? Será tão difícil admitir que Israel é culpado da morte arbitrária de mais de quatrocentas pessoas?
Não me venham com a desculpa de que alguns dos mortes são membros do Hamas porque isso não tem relevância nenhuma. São pessoas e foram mortas. São terroristas, sim são. Mas não tanto quanto o estado israelita que causa terror e espalha destruição em Gaza. As manifestações multiplicam-se por todo o mundo, contra Israel. Será que todo o mundo está errado? Não me parece.
A julgar pelas justificações israelitas, parece-me mais do que justo que o Irão, a Rússia, o Congo, o Uzebequistão ou Portugal invadam Israel. Perfeitamente plausível, senão vejamos: Israel é um estado terrorista, que lança o terror sobre o seu vizinho, causando morte e destruição arbitrárias; ataca e mata inocentes. Além disso, e não convém esquecer, Israel ocupa um território há mais de meio século, bloqueando a entrada de ajuda humanitária, alimentos, etc nos territórios ocupados. Não concordam? Por esta ordem de ideias também faria sentido que Portugal atacasse Espanha, pois Espanha dá abrigo a terroristas! Ou a Irlanda! Ou os EUA! Ou a Colômbia! Enfim. Percebem aonde quero chegar, não faz sentido.
Hoje Israel voltou a invadir Gaza. Hoje a UE, pela voz da presidência rotativa, afirmou que a atitude de Israel é um acto de defesa (e não ofensivo), dando assim permissão para continuarem o massacre. Hoje morreram pessoas.
Por uma Palestina livre, as minhas palavras estão com os de Gaza contra os sionistas de Israel.
Free Gaza
January 1, 2009The terrorist of Gaza…
December 30, 2008329 mortos não é suficiente…
December 28, 2008Só o mais desprevenido se admira com a brutalidade dos ataques israelitas contra o povo palestiniano. Só os mais hipócritas dizem que a culpa é dos palestinianos.
O governo de Israel ataca deliberadamente um povo vizinho sem que ninguém inferfira! Como pode? A audácia de Israel contrasta com a cobardia de europeus e norte-americanos.
Virá Obama, e virá um livre-trânsito para a futura primeira-ministra israelita. A guerra vem aí.
329 mortos?
“Israel é a única democracia do Médio Oriente” – diz Obama
November 7, 2008Será?
“Soldados israelitas filmam-se a humilhar prisioneiro palestiniano” – in Publico
Leiam isto e vejam o vídeo aqui.
Updated on 2008/11/09
A hipocrisia da esquerda em Portugal em relação a Obama… e razões para não apoiar Obama!
November 6, 2008Nos últimos dias o esterismo das eleições nos EUA atingiu o ponto máximo, o climax! Não só nos EUA, principais interessados, mas também no resto do mundo, e portanto, em Portugal. Todos são a favor de Obama, claro! O candidado democrata, e não democrático como vários jornalistas fizeram questão de trocar, abalroou por completo o público português. De tal forma que até a esquerda se babou completamente pelo discurso mediático do senador. Vários bloggers de esquerda, anti-capitalistas, anti-conservadores, seculares, humanistas, comunistas, socialistas, verdes, entre outros, têm em Obama algo que Obama não é. Mas estão cegos pelas luzes da ribalta, do espetáculo, do “sonho americano”. Numa espécie de discurso bíblico e profético, acreditam escancaradamente que vem aí mudança, que Obama vai ser um novo fôlego na política externa americana, que vão acabar as guerras, que vão repôr democracia pela via do discurso, que se vão cumprir metas ambientais, etc. Em que mundo vivem?
Obama pode ser melhor que McCain, sim e é-o, até porque McCain era um candidato muito fraco, mas isso não fez de Obama um bom político, um bom candidato nem um bom presidente, muito menos alguém a idolatrar! Não percebem que o Partido Democrata é apenas a ala mais à esquerda do Partido Republocrata? Obama é um Corporate Politician como dizem os Esquerdistas americanos, não percebem? Como podem criticar a política externa americana e ainda assim ser pelo candidado do Partido Republocrata? Não faz sentido. Como podem ser contra guerra e apoiar um homem que diz que vai aumentar o contigente de soldados no Afeganistão? Podem dizer que ele vai retirar do Iraque, mas isso já era de esperar dadas as negociações que estão a decorrer, e adivinhem só em quanto tempo se espera, 16 meses (tal como promete Obama). Ou seja, nada mais do que seria de esperar.
E quanto a outros pontos de conflito, como o conflito Israelo-Palestiniano, a resposta é muito simples e Obama já a deu no dia 4 de Agosto logo no dia a seguir à vitória nas primárias, quando se dirigiu, que nem um cachorrinho, à AIPAC (lobby israelita) e garantiu que Israel era uma prioridade, garantido que os laços entre ambos os países eram inquebráveis, e nunca pensaria duas vezes quando estivesse em causa a “segurança de Israel”. Os EUA continuarão a ser um “good friend of Israel” o que significa que Israel continuará impune e continuará a ter o apoio dos EUA, ou seja de Obama, para prosseguir com as atrocidades nos territórios ocupados da Palestina. Rídiculo. Para Obama, Israel é a “única democracia Médio Oriente”. I rest my case.
E quanto ao Irão, logo veremos. Obama diz que está disposto a negociar. Estará? Tal como o próprio referiu na AIPAC, “Iran, which always posed a dangerous threat than Iraq”, é uma séria ameaça à segurança de Israel! Isto põe as coisas bem claras para mim, Obama será um Bush no Irão; não hesitará, irá para a guerra. É, pelo menos, o que deixa transparecer nas entrelinhas do seu discurso patético na AIPAC:
“those who threats Israel, threats us.”
“I will ensure that Israel can defend itself, from Gaza to Teeran”
“$30 Billion to support Israel”
“we should export military equipament to our ally Israel”
“and I will always stand up for Israel’s right to defend itself in the United Nations and around the World!”
Obama será, como já disse, não tão diferente de Bush quanto todos esperam. E esta última frase retrata bem este espírito belicista que muitos não vêm neste senhor.
E quanto à mudança ao nível interno, receio que tudo não passe de fogo de vista, como aliás Obama já referiu no discurso de vitória, ao afirmar que seria muito díficil atingir as metas a que se propôs. Os mesmos que tanto criticam as políticas económicas, laborais, de saúde e de educação de José Sócrates, acreditam que Obama vai levar avante o que prometeu. Ainda que não pareça, José Sócrates está muito à “esquerda” de Obama, embora eu não goste de Sócrates nem tão pouco das suas políticas. Sejamos mais coerentes meus senhores e minhas senhoras. Obama não passa de um símbolo Pop, um patriota conservador que é contra o casamento homossexual meus caros. Como podem criticar o PS e defender o Obama? Cheira-me aqui a um restinho de hipocrisia…
Quero com isto, e para terminar, espressar as minhas condolências a todos aqueles que vêm em Obama algum tipo de mudança. Eu não a vejo. Todos os que hoje bajulam Obama, em breve estarão a escrever sobre o seu falhanço. Não tenham dúvidas disso!
P.S.: Entre Obama e McCain, eu votava claramente Nader.


