Posts Tagged ‘Israel’

I’m Iranian

April 4, 2009

Noam Chomsky – The United States – Israel’s Godfather

February 7, 2009

Miguel Portas em Gaza.

January 22, 2009

Miguel Portas esteve, com outros eurodeputados, em Gaza (apenas duas horas, o tempo que duram as tréguas), entrando pela fronteira com o Egipto, com o representante da UNRWA (entidade da ONU para os refugiados palestinianos), John Gin.

Uma boa analogia

January 20, 2009

“Facto: Israel invadiu terras onde viviam palestinianos, derrubou as suas casas, matou e chacinou milhares de pessoas, adultos e crianças… Não facto: Israel quer fazer uma versão diferente do holocausto… Opinião: Israel parece aquele miúdo que foi violado a sangue frio pelo padrasto e que agora, já adulto, viola ele outras criancinhas….”

in Publico by Sara

Israel Gov. = War Criminals

January 18, 2009

These are the facts.

Ismail Haniyeh: My message to the West – Israel must stop the slaughter

January 17, 2009

“I write this article to Western readers across the social and political spectrum as the Israeli war machine continues to massacre my people in Gaza. To date, almost 1,000 have been killed, nearly half of whom are women and children. Last week’s bombing of the UNRWA (UN Relief Works Agency) school in the Jabalya refugee camp was one of the most despicable crimes imaginable, as hundreds of civilians had abandoned their homes and sought refuge with the international agency only to be mercilessly shelled and bombed by Israel. Forty-six children and women were killed in that heinous attack while scores were injured.

Evidently, Israel’s withdrawal from the Gaza Strip in 2005 did not end its occupation nor, as a result, its international obligations as an occupying power. It continued to control and dominate our borders by land, sea and air. Indeed the UN has confirmed that between 2005 and 2008, the Israeli army killed nearly 1,250 Palestinians in Gaza, including 222 children. For most of that period the border crossings have remained effectively closed, with only limited quantities of food, industrial fuel, animal feed and a few other essential items, allowed in.

Despite its frantic efforts to conceal it, the root cause of Israel’s criminal war on Gaza is the elections of January 2006, which saw Hamas win by a substantial majority. What occurred next was that Israel alongside the United States and the European Union joined forces in an attempt to quash the democratic will of the Palestinian people. They set about reversing the decision first by obstructing the formation of a national unity government and then by making a living hell for the Palestinian people through economic strangulation. The abject failure of all these machinations finally led to this vicious war. Israel’s objective is to silence all voices that express the will of the Palestinian; thereafter it would impose its own terms for a final settlement depriving us of our land, our right to Jerusalem as the rightful capital of our future state and the Palestinian refugees’ right to return to their homes.

Ultimately, the comprehensive siege on Gaza, which manifestly violated the Fourth Geneva Convention, prohibited the most basic medical supplies to our hospitals. It disallowed the delivery of fuel and supply of electricity to our population. And on top of all of this inhumanity, it denied them food and the freedom of movement, even to seek treatment. This led to the avoidable death of hundreds of patients and the spiralling rise of malnutrition among our children.

Palestinians are appalled that the members of the European Union do not view this obscene siege as a form of aggression. Despite the overwhelming evidence, they shamelessly assert that Hamas brought this catastrophe upon the Palestinian people because it did not renew the truce. Yet we ask, did Israel honour the terms of the ceasefire mediated by Egypt in June? It did not. The agreement stipulated a lifting of the siege and an end to attacks in the West Bank and the Gaza Strip. Despite our full compliance, the Israelis persisted in murdering Palestinians in Gaza as well as the West Bank during what became known as the year of the Annapolis peace.

None of the atrocities committed against our schools, universities, mosques, ministries and civil infra-structure would deter us in the pursuit of our national rights. Undoubtedly, Israel could demolish every building in the Gaza Strip but it would never shatter our determination or steadfastness to live in dignity on our land. Surely, if the gathering of civilians in a building only to then bomb it or the use of phosphorous bombs and missiles are not war crimes, then what is? How many more international treaties and conventions must Zionist Israel breach before it is held accountable? There is not a capital in the world today where free and decent people are not outraged by this brutal oppression. Neither Palestine nor the world would be the same after these crimes.

There is only one way forward and no other. Our condition for a new ceasefire is clear and simple. Israel must end its criminal war and slaughter of our people, lift completely and unconditionally its illegal siege of the Gaza Strip, open all our border crossings and completely withdraw from Gaza. After this we would consider future options. Ultimately, the Palestinians are a people struggling for freedom from occupation and the establishment of an independent state with Jerusalem as its capital and the return of refugees to their villages from which they were expelled. Whatever the cost, the continuation of Israel’s massacres will neither break our will nor our aspiration for freedom and independence.”

The writer is the Prime Minister of Gaza

in The Independent

12 Regras para escrever notícias sobre o conflito israelo-palestiniano.

January 12, 2009

1) No Médio Oriente, são sempre os árabes que atacam primeiro, e é sempre Israel quem se defende. Essa defesa chama-se “represália”.

2) Nem os árabes, nem os palestinianos, nem os libaneses têm direito a matar civis. A isso chama-se “terrorismo”.

3) Israel tem direito a matar civis. A isso chama-se “legítima defesa”.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que o faça com maior moderação. A isso chama-se “reacção da comunidade internacional”.

5) Nem os palestinianos, nem os libaneses têm direito a capturar soldados israelitas dentro das instalações militares com sentinelas e postos de combate. A isso chama-se “sequestro de pessoas indefessas”.

6) Israel tem direito a sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinianos e/ou libanases desejar. A sua cifra actual ronda os 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil, mulheres. Não precisa provar alguma culpabilidade. Israel tem direito a manter sequestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos palestinianos. A isso chama-se “encarceramento de terroristas”.

7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório adicionar na mesma frase “apoiados e financiados pela Síria e pelo Irão”.

8) Quando se menciona a palavra “Israel”, é estritamente proíbido adicionar: “apoiados e financiados pelos EUA”. Isso poderia dar a impressão de que o conflito é desigual e que a existência de Israel não corre perigo.

9) Nas informações sobre Israel, há que evitar sempre as seguintes expressões: “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violação dos Direitos Humanos” e “Convenção de Genebra”.

10) Os palestinianos, tal como os libaneses, são sempre “cobardes” que se escondem entre a população civil que “não os quer”. Se dormem na casa com as suas familias, isso tem um nome: “cobardia”. Israel tem direito a aniquilar com bombas e mísseis os barros onde durmem. A isso chama-se “operação cirúrgica de alta precisão”.

11) Os israelitas falam melhor inglês, francês, castelhano e português que os árabes. Por isso merecem ser entrevistados com maior frequência e ter mais oportunidades que os árabes para explicar ao grande público as seguintes regras de redacção (da 1 à 10). A isso chama-se “neutralidade jornalística”.

12) Toda as pessoas que não estão de acordo com as Regras acima descritas, são, e assim deve fazer-se constar, “terroristas, anti-semitas e perigosos”.

in Galiza por Palestina

100 olhos por olho, 100 dentes por dente…

January 5, 2009

O Estado espanhol, respondendo ao recrudescimento da vaga de atentados da ETA e à vitória dos partidos independentistas nas últimas eleições, decidiu optar por um método radical na resolução dos problemas bascos.
Assim, começou há dias uma ofensiva de grade monta. Cada edifício suspeito de albergar qualquer estrutura etarra foi destruído. A eliminação física dos líderes da organização terrorista está igualmente em marcha imparável. Tudo de forma normal e civilizada. Que num só destes ataques, levados a cabo em zonas densamente povoadas, tenham morrido 11 crianças e 4 mulheres, eis assunto a merecer apenas um encolher de ombros levemente melancólico: «eram amigos de terroristas e até tinham sido avisados. Que se há-de fazer?» Que mais de 100 bascos tenham castigado a morte de cada espanhol assassinado pela ETA também nos parece normal e ponderado; as gentes civilizadas sabem que só com mão de ferro é possível travar esses terroristas.
Depois, seguiu-se a destruição metódica das estruturas em que se sustenta o dia-a-dia do país basco: foram cortados três quartos da linhas eléctricas; há hospitais sem electricidade; mais de um terço dos seus habitantes não tem acesso a água; a entrada de combustível na região foi proibida desde o início da operação militar.
Se isto se passasse mesmo aqui ao lado, ninguém sequer pensaria em defender a barbárie, por muito democráticos que fossem os ogres que a cometem – embora pareça haver quem pense que o facto de os seus cidadãos poderem votar dá a um país o direito de massacrar terceiros.
Se isto fosse mesmo a actualidade em Espanha, nem uma só voz se ouviria a justificar o injustificável, tal como só os lunáticos defendem os crimes da ETA.
Mas como é lá longe e os mortos são uns maltrapilhos árabes que até nem gostam de nós, está tudo mais ou menos bem. O governo israelita pode continuar a preparar a vitória nas próximas eleições, o Hamas pode continuar a amealhar mártires e os palestinianos podem continuar a morrer às centenas.
Não sei bem de onde vem a impunidade que tantos concedem a Israel. Será efeito da culpa pelos nossos pecados europeus de antanho, uma tendência automática para desculpar os crimes dos “nossos” (sobretudo se em resposta a agressões dos “outros”) ou apenas porque os palestinianos têm hábitos, culturas, religião e práticas que não compreendemos nem aceitamos?
Seja lá o que for, dá-me asco e vergonha.

por Luis Rainha em 5dias.net

Por esta ordem de ideias também faria sentido que Portugal atacasse Espanha, pois Espanha dá abrigo a terroristas! Ou a Irlanda! Ou os EUA! Ou a Colômbia! Enfim. Percebem aonde quero chegar, não faz sentido.

aqui, ontem.

Não poderia estar mais de acordo, com o Luis. Tudo isto não faz sentido. É uma tremenda hipocrisia tratar Israel com um respeito que não merece. Ponto final. Israel deve ser visto como o agressor, o invasor, o colonizador, o belicista, não como o bom-da-fita que apenas se está a defender. Toda esta ideia de que Israel se está a defender está errada.

É bom saber que estamos todos juntos nesta causa…

Por uma Palestina livre, as minhas palavras estão com os de Gaza.

Sobre o que se passa em Gaza…

January 4, 2009

Acabo agora mesmo (6a-feira passada) de ver a reportagem da RTP1 sobre um bombardeamento do Hamas a uma cidade israelita. Ridículo. Um rocket que destruiu um carro e não causou um único ferido.  As respostas dos israelitas moradores na zona à jornalista da RTP1  são claras e retratam bem o outro lado da moeda.

“um bom árabe, é um árabe morto”
“morte a todos os árabes do mundo”
“árabes, mortos todos”

Não compreendo, sinceramente, tanta hipocrisia da parte de todo o mundo ocidental ante uma tragédia tão grande. É incrível como, apesar do elevado número de mortes, entre membros do Hamas, comuns cidadãos, crianças, e as pessoas ainda se atrevem a dizer que a culpa é dos palestinianos? Que a culpa é do Hamas? Será tão difícil admitir que Israel é culpado da morte arbitrária de mais de quatrocentas pessoas?

Não me venham com a desculpa de que alguns dos mortes são membros do Hamas porque isso não tem relevância nenhuma. São pessoas e foram mortas. São terroristas, sim são. Mas não tanto quanto o estado israelita que causa terror e espalha destruição em Gaza. As manifestações multiplicam-se por todo o mundo, contra Israel. Será que todo o mundo está errado? Não me parece.

A julgar pelas justificações israelitas, parece-me mais do que justo que o Irão, a Rússia, o Congo, o Uzebequistão ou Portugal invadam Israel. Perfeitamente plausível, senão vejamos: Israel é um estado terrorista, que lança o terror sobre o seu vizinho, causando morte e destruição arbitrárias; ataca e mata inocentes. Além disso, e não convém esquecer, Israel ocupa um território há mais de meio século, bloqueando a entrada de ajuda humanitária, alimentos, etc nos territórios ocupados. Não concordam? Por esta ordem de ideias também faria sentido que Portugal atacasse Espanha, pois Espanha dá abrigo a terroristas! Ou a Irlanda! Ou os EUA! Ou a Colômbia! Enfim. Percebem aonde quero chegar, não faz sentido.

Hoje Israel voltou a invadir Gaza. Hoje a UE, pela voz da presidência rotativa, afirmou que a atitude de Israel é um acto de defesa (e não ofensivo), dando assim permissão para continuarem o massacre. Hoje morreram pessoas.

Por uma Palestina livre, as minhas palavras estão com os de Gaza contra os sionistas de Israel.

Free Gaza

January 1, 2009

gazaneedsourvoices