Posts Tagged ‘Iraq’

Faltava um bocadinho assim ….

December 15, 2008

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Que comecem a rever os piropos a Obama, pois mudança não é o que se avizinha!

November 27, 2008

Robert Gates deverá manter-se na Administração Obama 
“O Presidente eleito Barack Obama deverá manter na sua equipa o actual secretário da Defesa de George W. Bush, Robert Gates, na sua futura Administração. [...]“

in Publico

A hipocrisia da esquerda em Portugal em relação a Obama… e razões para não apoiar Obama!

November 6, 2008
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Obama at AIPAC

Nos últimos dias o esterismo das eleições nos EUA atingiu o ponto máximo, o climax! Não só nos EUA, principais interessados, mas também no resto do mundo, e portanto, em Portugal. Todos são a favor de Obama, claro! O candidado democrata, e não democrático como vários jornalistas fizeram questão de trocar, abalroou por completo o público português. De tal forma que até a esquerda se babou completamente pelo discurso mediático do senador. Vários bloggers de esquerda, anti-capitalistas, anti-conservadores, seculares, humanistas, comunistas, socialistas, verdes, entre outros, têm em Obama algo que Obama não é. Mas estão cegos pelas luzes da ribalta, do espetáculo, do “sonho americano”. Numa espécie de discurso bíblico e profético, acreditam escancaradamente que vem aí mudança, que Obama vai ser um novo fôlego na política externa americana, que vão acabar as guerras, que vão repôr democracia pela via do discurso, que se vão cumprir metas ambientais, etc. Em que mundo vivem? 

Obama pode ser melhor que McCain, sim e é-o, até porque McCain era um candidato muito fraco, mas isso não fez de Obama um bom político, um bom candidato nem um bom presidente, muito menos alguém a idolatrar! Não percebem que o Partido Democrata é apenas a ala mais à esquerda do Partido Republocrata? Obama é um Corporate Politician como dizem os Esquerdistas americanos, não percebem? Como podem criticar a política externa americana e ainda assim ser pelo candidado do Partido Republocrata? Não faz sentido. Como podem ser contra guerra e apoiar um homem que diz que vai aumentar o contigente de soldados no Afeganistão? Podem dizer que ele vai retirar do Iraque, mas isso já era de esperar dadas as negociações que estão a decorrer, e adivinhem só em quanto tempo se espera, 16 meses (tal como promete Obama). Ou seja, nada mais do que seria de esperar.

E quanto a outros pontos de conflito, como o conflito Israelo-Palestiniano, a resposta é muito simples e Obama já a deu no dia 4 de Agosto logo no dia a seguir à vitória nas primárias, quando se dirigiu, que nem um cachorrinho, à AIPAC (lobby israelita) e garantiu que Israel era uma prioridade, garantido que os laços entre ambos os países eram inquebráveis, e nunca pensaria duas vezes quando estivesse em causa a “segurança de Israel”. Os EUA continuarão a ser um “good friend of Israel” o que significa que Israel continuará impune e continuará a ter o apoio dos EUA, ou seja de Obama, para prosseguir com as atrocidades nos territórios ocupados da Palestina. Rídiculo. Para Obama, Israel é a “única democracia Médio Oriente”. I rest my case.

E quanto ao Irão, logo veremos. Obama diz que está disposto a negociar. Estará? Tal como o próprio referiu na AIPAC, “Iran, which always posed a dangerous threat than Iraq”, é uma séria ameaça à segurança de Israel! Isto põe as coisas bem claras para mim, Obama será um Bush no Irão; não hesitará, irá para a guerra. É, pelo menos, o que deixa transparecer nas entrelinhas do seu discurso patético na AIPAC: 

“those who threats Israel, threats us.” 
“I will ensure that Israel can defend itself, from Gaza to Teeran”
“$30 Billion to support Israel”
“we should export military equipament to our ally Israel”
“and I will always stand up for Israel’s right to defend itself in the United Nations and around the World!”

Obama será, como já disse, não tão diferente de Bush quanto todos esperam. E esta última frase retrata bem este espírito belicista que muitos não vêm neste senhor. 

E quanto à mudança ao nível interno, receio que tudo não passe de fogo de vista, como aliás Obama já referiu no discurso de vitória, ao afirmar que seria muito díficil atingir as metas a que se propôs. Os mesmos que tanto criticam as políticas económicas, laborais, de saúde e de educação de José Sócrates, acreditam que Obama vai levar avante o que prometeu. Ainda que não pareça, José Sócrates está muito à “esquerda” de Obama, embora eu não goste de Sócrates nem tão pouco das suas políticas. Sejamos mais coerentes meus senhores e minhas senhoras. Obama não passa de um símbolo Pop, um patriota conservador que é contra o casamento homossexual meus caros. Como podem criticar o PS e defender o Obama? Cheira-me aqui a um restinho de hipocrisia…

Quero com isto, e para terminar, espressar as minhas condolências a todos aqueles que vêm em Obama algum tipo de mudança. Eu não a vejo. Todos os que hoje bajulam Obama, em breve estarão a escrever sobre o seu falhanço. Não tenham dúvidas disso! 

P.S.: Entre Obama e McCain, eu votava claramente Nader.


Condoleezza Rice: em Portugal? Nem pensar!

September 4, 2008
Condi

Condoleezza Rice

Façamos contas, há cerca de um ano aquando da cimeira Europa-África, por terras lusas discutia-se sobre o convite feito a Robert Mugabe para vir a Portugal, havendo mesmo quem fizesse birra e não viesse. Como dizia o outro, “Concordo com a primeira parte da pergunta! Discordo da segnuda parte da pergunta!”. Neste caso é mais uma constatação e não uma pergunta, mas serve para o efeito. Mugabe não é, de todo, o tipo de governante com quem a UE deve ter relacionamentos. No entanto, Mugabe não é o único ditador africano, nem tão pouco no mundo, e nem por isso se erguem vozes contra outro tipo de situações semelhantes. Atenção, não quero com isto dizer que não devíamos ter impedido Mugabe de vir a Lisboa, não senhor. Apenas me parece estúpida a arrogância com tratamos uns e outros. Há que haver coerência.

Todos os países da UE, uns mais outros menos, mantém relações com países cujos governos são mais ou menos bons no que toca a espalhar destruição pela humanidade, sendo que alguns têm inclusivé privilégios nesse relacionamento, entre eles, Argélia, Angola, Marrocos, Líbia, Chade, Guiné-Bissau, Israel, Russia, China, Arábia Saudita, entre muitos outros. Para além destes, existe também um país que é, sem dúvida, campeão na arte da destruição, um país que, desde a sua independência, de 20 em 20 anos (aprox.) se envolve numa guerra de grandes dimensões. Falo claro, dos Estado Unidos da América.

Condoleezza Rice em Lisboa hoje e amanhã para encontros com Sócrates e Luís Amado in Publico.pt

Digo eu, que para dar o exemplo, que tal não receber a representante dos EUA em Portugal? A meu ver, e segundo o mesmo raciocínio que defendem para o Mugabe, faz todo o sentido.

John McCain – “There will be other wars”

August 29, 2008

Unacceptable actions!

August 14, 2008
South Ossetia War    

Bush to Putin “Such an action is unacceptable in the 21st century!”.

 

 

Noam Chomsky on U.S. policy towards Iran

August 8, 2008