Portuguese prime-minister is corrupt! Cautgh on tape!
March 29, 2009
Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção…
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo… E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido…
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não…
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente… Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles…..
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo… a um homem…
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50… Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa»….
Alan Perkins: Facturaram profissionalmente…
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: Entrou na vossa conta…
Charles Smith: Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins: Como sacou o dinheiro?
Charles Smith: Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos… Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorou dois anos a pagar isso!
Alan Perkins: Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith: Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins: A quem? Imagino que o ministro…
Charles Smith: Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido
João Cabral: Um primo
Alan Perkins: Ele tem um primo?
Charles Smith: Sim …
Alan Perkins: Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e…
Charles Smith: Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins: Um milhão!
Charles Smith: Compreendo que a Freeport se queira distanciar…
Alan Perkins: 150 mil passaram pela vossa conta… você pagou isso?
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith: Exactamente….
Alan Perkins: Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith: Eh… não, não foi… Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso. Inicialmente esteve, mas…
Alan Perkins: É ele o ministro?
Charles Smith: Ele agora é o primeiro-ministro!
Alan Perkins: Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro, mas recebeu-o através do primo, ou…
Charles Smith: Sim, sim!…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith: Foi em… deixei-me ver a tabela. João foi em Março de 2002?
João Cabral Foi aprovado.
Alan Perkins: Então, quando foram efectuados os pagamentos?
Charles Smith: Em 2002, 2003…
Alan Perkins: Por que foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo…
Charles Smith: É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins: Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral Sim.
Alan Perkins: Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral: Certo…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral: O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que a gente tem medo de não pagar… É melhor continuar a pagar.
Charles Smith: O que aconteceu foi na fase em que ele disse: «Eu consigo que vos aprovem isto».
Alan Perkins: Sim…
Charles Smith: «Falem com o meu primo». Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: «Vamos conseguir essa aprovação».
Começar com DB2 Express-C 9.5 – Ebook Gratuito
March 19, 2009Já se encontra online e disponível para download (gratuito) o livro Começar com DB2 Express-C 9.5 traduzido para português pelo DB2 Students Group da Universidade do Minho, do original Getting Started with DB2 Express-C 9.5.
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Este livro é ideal para programadores, consultores, ISVs, DBAs, estudantes, ou qualquer um que deseje começar com DB2. Embora este livro se foque no DB2 Express-C, a versão gratuita do DB2, os conceitos e conteúdos são também aplicáveis a outras versões do DB2 para Linux, UNIX e Windows.
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P.S.: estão de parabéns :)
A primeira convenção com meios…
February 9, 2009EVA CABRAL in Diário de Notícias
Imprensa livreMais de trinta anos após o 25 de Abril os congressos partidários estão hoje totalmente “fechados” em matéria de liberdade de circulação de jornalistas durante os trabalhos. O Bloco de Esquerda, que nesta VI Convenção teve o primeiro cheirinho de profissionalização – com estrado para as televisões e boas instalações -, continua a ser a única excepção a esta regra. A imprensa circulou por onde quis e falou com quem quis. Os trabalhos não saíram prejudicados e a direcção viu o seu peso interno sair reforçado.
Bandeiras laranjasExcepto em congressos do PSD nunca se viram tantas bandeiras laranjas como na sessão de encerramento da VI Convenção do Bloco realizada este fim-de-semana no Pavilhão do Casal Vistoso. A ideia inicial seria ter muitas bandeiras vermelhas pontuadas com outras coloridas, só que um erro na impressão dos panos levou a que de repente se pudesse pensar (erradamente) na social-democratização dos bloquistas.
Alojamento solidárioEm matéria de convenção do Bloco de Esquerda longe vão os tempos de penúria em que os materiais de propaganda escasseavam e o próprio palco tinha um palanque pouco sofisticado. Mas esta VI Convenção manteve a tradição do alojamento solidário, ou seja, os delegados que se deslocam do país para Lisboa são “acolhidos” por quem mora na área da Grande Lisboa, e dessa forma poupa-se dinheiro e estimula-se o convívio.
Crianças do BEGarantir a participação na política é um grande desafio para o BE, que quer ter uma participação cada vez mais paritária. A pensar nisso, as instalações tinham uma espécie de “creche de campanha” onde se podiam deixar as crianças enquanto se participava nos trabalhos. Ana Drago também esteve na convenção acompanhada da sua enternecedora e pequena Maria. Mas, neste caso, a instituição dos avós irá assegurar a disponibilidade para a política.
Comércio alternativoO hall do pavilhão do Casal Vistoso transformou-se numa minifeira dedicada ao comércio solidário com várias bancas onde se podiam comprar livros, material de propaganda e muitas e coloridas T-Shirts alusivas a algumas das tradicionais causas do Bloco de Esquerda, como seja a integração dos imigrantes ou a luta contra o racismo.
“Juntar copos”O lema desta VI Convenção do Bloco foi “Juntar forças”, um slogan apostado em traduzir eras que se querem de convergência política. Mas, constrastando com congressos em que os trabalhos se prolongam pela noite fora, os bloquistas preferiram acabar a horas decentes e passar a um ponto mais informal da ordem de trabalhos. Aquilo que em tom irónico um participante designava como um “Juntar copos”, ou seja, um convívio entre os delegados desta VI Convenção.




